Quintino Bocaiúva

Proclamada a República, ocupou o Ministério das Relações Exteriores no governo Provisório de Deodoro da Fonseca, oportunidade em que negociou com a Argentina um tratado na questão de Palmas. O tratado de Montevidéu não foi ratificado pelo Congresso.
Saiu do governo provisório e passou a Senador pelo Estado do Rio de Janeiro, cargo que ocupou até a promulgação da Constituição de 1981. Quando estoura crise entre o Congresso e a Presidência de Deodoro, é o interlocutor que promove o diálogo entre o Barão de Lucena, Ministro de Deodoro, e Campos Sales, Vice-Presidente do Senado. Não havendo o acordo em termos a favorecer o Executivo, o Presidente ordena o fechamento do Congresso Nacional. Há movimento da marinha e greve nos trens da Central do Brasil. Após a ordem de fechamento do Congresso, o Marechal Deodoro mandou expressamente prendê-lo, salvando-se posteriormente pela renúncia do mandante da prisão ao cargo de presidente.
Voltou ao seu jornal “O País”. No entanto, voltou ao Senado em 1889, após foi eleito Governador do Rio de Janeiro, exercendo o mandato de 1900 a 1903. Chegou a ser candidato à presidência em 1902. De volta ao Senado de 1909 a 1912, foi vice-presidente da casa parlamentar. Apoiou Hermes da Fonseca para a presidência. Liderou o partido republicano conservador a partir de 1910, sendo ligado a José Gomes Pinheiro Machado. Faleceu em 11 de julho de 1912.
Referências
Quem foi Quintino Bocaiúva?, https://www.youtube.com/watch?v=N4HK4NsJJHA,
30 de junho de 2026.
Primeira página de “A República”, https://www.bczm.ufrn.br/jornais/A%20REP%C3%9ABLICA/1889/00002988.001%20-%20A%20REPUBLICA%20ano1,%20n.1,%2001jul.1889,p.1.png
, 30 de junho de 2026.
SILVA, Hélio; CARNEIRO, Maria Cecília Ribas. Os Presidentes, v.1, São Paulo: Três, 1983, pp. 31, 144, 160.
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