Quintino Bocaiúva

Em 1849, seu pai faleceu e no ano seguinte em 1850, com 14 anos, ele mudou para São Paulo onde estudou na escola de humanidades ao lado da faculdade de direito. Trabalhou como tipógrafo e revisor. Colaborou com o jornal Acaiaba. Resolveu adotar o sobrenome Bocaiúva, dando os ares de nacionalismo a partir do nome de palmeiras brasileiras. De volta o Rio de Janeiro passou exerceu o jornalismo no Diário do Rio de Janeiro em 1854. Entre 1860 e 1864, trabalhou no Correio Mercantil. Em 3 de dezembro de 1870, participou do “manifesto republicano” do qual foi o redator na primeira edição do jornal “A República”.

Escreveu para este jornal até 1874. Neste ano, fundou o jornal “o Globo” que circulou até 1883.  Em 1884, fundou “O País” veículo de imprensa que exerceu a propaganda republicana e o combate à monarquia, onde ganhou a alcunha de “príncipe dos jornalistas brasileiros”. Em maio de 1889, Quintino Bocaiuva convenceu a maioria dos adeptos do republicanismo à uma luta pacífica no Congresso Republicano ocorrido em São Paulo. Aproximou-se de Benjamim Constant e do Marechal Deodoro, razão pela qual esteve como o civil ao lado da quartelada de derrubada do regime em 15 de novembro de 1889.

 


Proclamada a República, ocupou o Ministério das Relações Exteriores no governo Provisório de Deodoro da Fonseca, oportunidade em que negociou com a Argentina um tratado na questão de Palmas. O tratado de Montevidéu não foi ratificado pelo Congresso. 


Saiu do governo provisório e passou a Senador pelo Estado do Rio de Janeiro, cargo que ocupou até a promulgação da Constituição de 1981. Quando estoura crise entre o Congresso e a Presidência de Deodoro, é o interlocutor que promove o diálogo entre o Barão de Lucena, Ministro de Deodoro, e Campos Sales, Vice-Presidente do Senado. Não havendo o acordo em termos a favorecer o Executivo, o Presidente ordena o fechamento do Congresso Nacional. Há movimento da marinha e greve nos trens da Central do Brasil. Após a ordem de fechamento do Congresso, o Marechal Deodoro mandou expressamente prendê-lo, salvando-se posteriormente pela renúncia do mandante da prisão ao cargo de presidente.


Voltou ao seu jornal “O País”. No entanto, voltou ao Senado em 1889, após foi eleito Governador do Rio de Janeiro, exercendo o mandato de 1900 a 1903. Chegou a ser candidato à presidência em 1902. De volta ao Senado de 1909 a 1912, foi vice-presidente da casa parlamentar. Apoiou Hermes da Fonseca para a presidência. Liderou o partido republicano conservador a partir de 1910, sendo ligado a José Gomes Pinheiro Machado.  Faleceu em 11 de julho de 1912.

Referências

Quem foi Quintino Bocaiúva?, https://www.youtube.com/watch?v=N4HK4NsJJHA, 30 de junho de 2026.

Primeira página de “A República”, https://www.bczm.ufrn.br/jornais/A%20REP%C3%9ABLICA/1889/00002988.001%20-%20A%20REPUBLICA%20ano1,%20n.1,%2001jul.1889,p.1.png , 30 de junho de 2026.

SILVA, Hélio; CARNEIRO, Maria Cecília Ribas. Os Presidentes, v.1, São Paulo: Três, 1983, pp. 31, 144, 160.



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