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Regente Feijó (Em construção)

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O regente Feijó é uma das figuras que protagonizou momentos importantes da história do Brasil. Padre enriquecido na região do vale do rio Paraíba do Sul em São Paulo, nasceu em agosto de 1824. Atuou como deputado nas cortes de Lisboa, deputado no Brasil independente, foi um dos vencedores com a Abdicação de D. Pedro I, em seguida, foi o primeiro governante eleito no Brasil. Embora fosse adversário dos Andradas, foi um dos liberais que intentou transformar a Monarquia unitária em um Estado com maior autonomia para as regiões e comparativamente mais participativa.  Em 1804 era diácono, depois foi ordenado presbítero e fixou-se em São Carlos. Em 1817, encontrava-se em Campinas, onde escreveu o elogio fúnebre de D. Maria I e pronunciou a oração de graças pela exaltação de D, João VI. Em 1821, Feijó encontrava-se pregando na cidade de Itu, quando foi eleito deputado às Cortes de Lisboa. Voltando para São Paulo em 1822, foi eleito deputado nas legislaturas de 1826 a 1829 e 1830 a 1833. ...

Quintino Bocaiúva

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Em 1849, seu pai faleceu e no ano seguinte em 1850, com 14 anos, ele mudou para São Paulo onde estudou na escola de humanidades ao lado da faculdade de direito. Trabalhou como tipógrafo e revisor. Colaborou com o jornal Acaiaba. Resolveu adotar o sobrenome Bocaiúva, dando os ares de nacionalismo a partir do nome de palmeiras brasileiras. De volta o Rio de Janeiro passou exerceu o jornalismo no Diário do Rio de Janeiro em 1854. Entre 1860 e 1864, trabalhou no Correio Mercantil. Em 3 de dezembro de 1870, participou do “manifesto republicano” do qual foi o redator na primeira edição do jornal “A República”. Escreveu para este jornal até 1874. Neste ano, fundou o jornal “o Globo” que circulou até 1883.  Em 1884, fundou “O País” veículo de imprensa que exerceu a propaganda republicana e o combate à monarquia, onde ganhou a alcunha de “príncipe dos jornalistas brasileiros”. Em maio de 1889, Quintino Bocaiuva convenceu a maioria dos adeptos do republicanismo à uma luta pacífica no Congr...

IMPRESSÕES SOBRE A REFORMA TRIBUTÁRIA - Da Emenda 132/2023 às Leis Complementares de 2025 e 2026

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IMPRESSÕES SOBRE A REFORMA TRIBUTÁRIA  Da Emenda 132/2023 às Leis Complementares de 2025 e 2026 Introdução   O sistema tributário brasileiro foi feito para bem definir a separação de recursos entre os entes federativos na Constituição Federal de 1988. Passadas décadas de sua criação, após várias tentativas de mudanças, foi promulgada uma emenda à Constituição Federal – a de número 132/2023- com o intento de simplificar e uniformizar o sistema, na medida do possível, reduzir a tributação da União e, pontualmente, ampliar a tributação de Estados e Municípios. Claro que, como qualquer projeto legislativo, o resultado final do texto de Emenda aprovado e das posteriores Leis Complementares 214/2025 e 217/2026 resultado de debates e acordos que norteiam importantes mudanças no sistema tributário brasileiro. A própria mudança de modelo não é repentina, mas com um extenso calendário em que o sistema atual vai conviver com o novo por um grande período. Paulatinamente, vai s...

Caiapós (texto em construção)

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Não só o mundo é interessante pela natureza, como pela longevidade de relação entre grupos. Uma das situações mais curiosas é do grupo dos Caiapós, que foi de vítima preferencial a aliados dos portugueses. Segundo wikipedia, os primeiros portugueses a encontrarem os caiapós seriam os homens de Bartolomeu Bueno da Silva. A mesma biblioteca digital traz notícia de que parte deles habitava a região de São Paulo. Em dado momento, houve uma cisão entre os que pretendiam se alinhar aos portugueses e outros que gostariam de se afastar. Nos verbetes sobre o Bartolomeu Bueno da Silva, Francisco de Assis Carvalho Franco noticia que muitos sertanistas antes do Anhanguera estiveram na Serra dos Caiapós, encontrando aquele povo, senão para apresá-los. Destaca ele: Sebastião Marinho, em 1592; Domingos Rodrigues, em 1597; Martins Rodrigues Tenório de Aguillar em 1608; André Fernandes, em 1613; Antonio Pedroso de Alvarenga em 1616. Os Anhanguera só andariam pela região dos caiapós a partir de 1673...

O INTÉRPRETE DE TRADIÇÕES

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Inspiração! Todo pai tem a missão de conduzir seu filho a um bom trilho! Alguns pais têm a missão de mais pessoas conduzir para um destino a luzir. Esse é o caso do Egydio Alves de Medeiros: bombeiro, salva vidas, atleta e poeta que em 2007 redigiu um hino que um clube assumiu (Clube Atlético Nacional). Das qualidades do pai, alguma palavra sobre o poeta vai. Desde jovem suas rimas encantaram as pessoas homenageadas em suas trovas do Rio Grande do Norte à Paraíba, de Minas a São Paulo. Após uma vida inteira de profissão em prosa, ao voltar a sua terra natal, não só foi lembrado pelo nome, mas suas rimas foram repetidas com orgulho e carinho. Seus versos viraram tradição! De novo a inspiração, seus versos comemoram a vida, os bem quereres, o Brasil e o São João. Talento, não nega não. Mas de tanto rimar, no parque Vila Lobos teve algo a lhe desafiar. Do clube dos ferroviários foi instado a uma letra de música formar, o que para os outros não é normal, tornou-se o enredo do Na...

DEFESA DO MONUMENTO ÀS BANDEIRAS: UMA OBRA MODERNISTA

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Há um debate acerca dos monumentos de São Paulo após os protestos de Bristol na sequência dos movimentos antirracistas iniciados nos EUA pela morte de George Floyd. Um dos marcos em discussão em terras paulistas é o Monumento às Bandeiras, obra sem qualquer caráter segregacionista. Aliás, planejado e executado por autor em movimento intelectual avesso ao racismo e de enaltecimento ao indígena brasileiro. Essa discussão torna clara a necessidade de saber a origem dos monumentos para que as pessoas não combatam a própria ideia que professam. O que fica evidente na discussão é que a metrópole paulista anda muito ocupada com a subsistência num mundo corporativo, de comércio, de serviços e de produção, não reserva tempo para enaltecer a sua  pluralidade, resgatar a própria cultura em comum. O habitante de São Paulo acabou por deixar a história da cidade e a sua importância para a construção do Brasil esquecidas.  Não podemos fazer julgamentos por rótulos, mas pelo papel de c...

EM DEFESA DA ESTÁTUA DE BORBA GATO

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Chegou ao Brasil com maior vigor a discussão acerca dos homenageados em monumentos desde o protesto britânico contra o racismo ocorrido em Bristol, em 7 de junho de 2020, movimento com o qual simpatizo (antirracista). Muitas pessoas passaram a pensar o destino dos monumentos de São Paulo. Pois bem, gostaria de defender a estátua de Borba Gato.   Em primeiro lugar, Borba Gato foi o primeiro governador de fato de Minas Gerais, com o posto de Guarda Mor da região das minas. Esse fato é importante, pois poucos cargos relevantes eram reconhecidos por Portugal e ocupados por nascidos nas colônias no século XVII e início do século XVIII. Borba Gato foi das poucas pessoas daquele período histórico que, com origem meramente colonial ou simples, sem ser dono de engenho, ocupou cargo reconhecido pela coroa.   Nesse sentido, a importância do homenageado tem um caráter de início da nacionalidade brasileira . Borba Gato acompanhou Fernão Dias no que podemos dizer ser a ocupação ...