Regente Feijó (Em construção)
O regente Feijó é uma das figuras que protagonizou momentos importantes da história do Brasil. Padre enriquecido na região do vale do rio Paraíba do Sul em São Paulo, nasceu em agosto de 1824. Atuou como deputado nas cortes de Lisboa, deputado no Brasil independente, foi um dos vencedores com a Abdicação de D. Pedro I, em seguida, foi o primeiro governante eleito no Brasil. Embora fosse adversário dos Andradas, foi um dos liberais que intentou transformar a Monarquia unitária em um Estado com maior autonomia para as regiões e comparativamente mais participativa.
Em 1804 era diácono, depois foi ordenado presbítero e fixou-se em São Carlos. Em 1817, encontrava-se em Campinas, onde escreveu o elogio fúnebre de D. Maria I e pronunciou a oração de graças pela exaltação de D, João VI. Em 1821, Feijó encontrava-se pregando na cidade de Itu, quando foi eleito deputado às Cortes de Lisboa. Voltando para São Paulo em 1822, foi eleito deputado nas legislaturas de 1826 a 1829 e 1830 a 1833. Nesse último ano foi eleito senador pelo Rio de Janeiro.
Assim que consolidada a independência, houve uma assembleia constituinte que foi dissolvida por D. Pedro I. Este governante brasileiro, criou um Conselho de Estado e após outorgou uma Constituição ao Brasil em 25 de março de 1824. Na mesma data, o Frei Caneca rodava publicação com um voto de protesto contra a metodologia imperial de criação de Constituição.
O imperador acabou se desgastando e trocando de Ministérios para angariar apoio. Em 1830, com as notícias da revolução liberal na França e com a morte de Libero Badaró, aumentou a pressão sobre D. Pedro I que foi defender sua coroa em Minas Gerais. Enquanto esteve fora, ocorreu no Rio de Janeiro a "noite das Garrafas" com o enfrentamento entre os partidos brasileiro e português (restaurador). Na nova troca de ministros, houve nova revolta, mas com o apoio dos militares da cidade liderada por Francisco Lima e Silva, pai do futuro Duque de Caxias. No contexto de aumento de crise e falta de apoio D. Pedro I abdica em favor de seu filho, D. Pedro II em 7 de abril de 1831.
Estes fatos tiveram um significado de verdadeira revolução, assumindo um governo transitório regencial formado por José Joaquim Carneiro de Campos, (Marques de Caravelas), Francisco de Lima e Silva e Nicolau Pereira de Campos Vergueiro. Todos liberais, mas uns moderados e outros radicais. A escolha do Ministro da Justiça recaiu sobre o Padre Feijó. Após intensos debates, foi organizada a regência em ato Adicional à Constituição: aboliu-se o Conselho de Estado, passou-se a regência para um único detentos de cargos a ser eleito; substituição dos conselhos de província, por assembleias com poder político e legislativo. Organizada legalmente a regência, promoveu-se a eleição.
Diogo Antônio Feijó atuou como Ministro da Justiça, oportunidade em que atuou para reprimir revoltas na fase inicial da saída do Imperador. Concorreu e elegeu-se regente com 2.826 votos, numa eleição sem maioria absoluta. Em 12 de outubro de 1835, assumiu a regência. Diante de um parlamento hostil em um ambiente de revoltas (a Sabinada e a revolução farroupilha 20 de setembro 1835), renunciou ao seu posto de regente em 19 de setembro de 1837, indicando Araújo Lima até nova composição política. Fora do poder, diante dos possíveis retrocessos das leis de interpretação dos atos institucionais, foi um dos líderes da revolta liberal em São Paulo juntamente com Rafael Tobias de Aguiar na revolução de 1842. Malogrado o movimento, esteve afastado de sua base e preso em Vitória no Espírito Santo. Retornou a São Paulo pouco antes de falecer em 9 de novembro de 1843
O Padre Feijó está enterrado na Catedral da Sé.
O centro de São Paulo acaba marcando os fatos em nomes de Ruas. A data da outorga da Constituição, rua comercial 25 de março. A homenagem ao jornalista assassinado que criticava o imperador D. Pedro I, Líbero Badaró. A data da abdicação está em rua que sai na Praça da República. O primeiro regente, o Senador Feijó, está em rua que vai até a Praça da Sé. O segundo Imperador que recebeu a coroa em função da Abdicação está nas imediações.
Referências
FREITAS, Clovis Glycerio Gracie de. Jornada Republicana: Francisco Glycerio. São Paulo, Plexus, 2000.
Rua Senador Feijó, https://dicionarioderuas.prefeitura.sp.gov.br/historia-da-rua/rua-senador-feijo, visualizado em 13/07/2026.
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